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EFAPE apresenta quatro mostras culturais em ciclo expositivo

Visitação estará aberta até 30 de novembro no prédio da instituição, com mediação para grupos agendados

O que permanece na escola até hoje? O que está mudando? O que vai mudar? Que herança recebemos? Que legado deixaremos? Estas perguntas norteiam as quatro exposições que estão em cartaz no prédio da EFAPE até 30/11.

“As exposições estabelecem um percurso narrativo que abarca desde a história da Caetano de Campos até algumas das mais recentes ações da SEDUC-SP, como a agenda antirracista. É um momento que os visitantes podem entrar em contato com suas memórias escolares e também de reflexão de temas importantes na agenda atual, como a luta antirracista”, analisa Marcelo Jerônimo, coordenador da EFAPE.

Ao circular pelo prédio da instituição, no piso térreo, os visitantes são recebidos por uma instalação de carteiras antigas adotadas nas escolas públicas desde o fim do século XIX, algumas utilizadas até o início dos anos 1980. Por meio desta exposição, nomeada “Patrimônio escolar, suas histórias e memórias”, é possível fazer uma reflexão sobre a memória escolar a partir do patrimônio material. Uma carteira foi disponibilizada para o público sentar e poder interagir tirando uma foto.

No primeiro andar, um espaço foi destinado para contar a história da Escola Caetano de Campos, edifício que hoje é sede da SEDUC-SP e está localizado na Praça da República, centro de São Paulo. Para compor esta mostra, foi usado o Acervo Histórico sob custódia da EFAPE através do CRE Mario Covas.

Já a exposição “Agenda Antirracista” reúne trinta desenhos que foram selecionados a partir dos resultados de concursos já realizados pela SEDUC-SP entre 2019 e 2021 com os mais variados temas relacionados à temática étnico-racial. Treze deles foram selecionados para ilustrar o kit escolar dos estudantes da Rede em 2022. Os desenhos também podem ser vistos em exposição virtual, clicando aqui.

A exposição é ampliada com uma mostra de livros da biblioteca que faz parte do acervo étnico-racial; esses livros estão disponíveis para consulta e empréstimo aos profissionais da SEDUC-SP.

Ainda nesta exposição, o visitante poderá se inscrever, pelo QRCode, para participar do encontro do Clube de Leitura “Gato Preto” sobre o livro “Na Minha Pele”, de Lázaro Ramos, que vai acontecer no dia 22 de outubro.

Na sequência, há um totem com uma televisão onde são transmitidas duas entrevistas do “Projeto de Memória Oral”. A primeira é com Edenilce Hortencia Jorge Elliott, supervisora de ensino da rede estadual paulista, afrodescendente, que frequentou a Escola Caetano de Campos de 1960 a 1971.

A outra é com o ator Eduardo Silva, conhecido por ter feito o personagem Bongô do extinto programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura. Eduardo foi estudante da mesma escola e conta sobre sua experiência enquanto aluno negro numa instituição de ensino de elite no final do século XX. O ator, que também é professor de Biologia, cita a importância em sua formação de uma educadora em especial: a professora Clarinda Mercadante, que lecionou na Caetano de 1961 a 1977, muito atuante no incentivo dos estudantes pela ciência.

A professora Clarinda é homenageada em uma vitrine que faz parte da exposição “O ensino de Ciências na Escola Caetano de Campos: um recorte sobre os objetos de ensino adquiridos a partir do século XIX”. Nesta mostra são apresentados diversos itens da coleção de ciências do Acervo Histórico da escola.

A exposição está aberta para estudantes, professores, profissionais da Educação e pesquisadores de instituições públicas e privadas. Os interessados em conhecer, inclusive para agendamento de visita mediada para grupos, podem enviar um e-mail para nucleodememoriacre@educacao.sp.gov.br.

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